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Pichadores acusados de assassinar dentista em 2016 vão a júri em SP
14/06/2018

Dois dos 6 réus devem ser julgados nesta quinta (14) no Fórum da Barra Funda, Zona Oeste. Dentista morreu após pedrada e pai da vítima teve braço amputado depois de lesão. Um dos seis pichadores picha a casa das vítimas: Wellinton, morto com uma pedrada, e Manoel, ferido no braço, que depois foi amputado Reprodução/TV Globo Dois dos seis pichadores acusados de participar do assassinato de um dentista e da tentativa de matar o pai dele em 2016 vão a júri popular nesta quinta-feira (14) no Fórum Criminal da Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo. Câmeras de vídeo gravaram à época as vítimas e os agressores. O julgamento de Marivone Pereira da Silva, que está presa, e Anaílson Costa da Silva, foragido, está marcado para começar a partir das 9h30 no plenário 3 e será presidido pelo juiz Luís Gustavo Esteves Ferreira. O promotor Bruno Paiva Tilelli de Almeida, representante do Ministério Público (MP), acusa Marivone e Anaílson, conhecido como ‘Consys’, e mais quatro réus pelo homicídio de Wellinton Silva, então com 39 anos, e pela tentativa de assassinato contra Manoel Antônio da Silva, atualmente com 78 anos. Os seis respondem pelos crimes de homicídio qualificado e tentativa de homicídio por motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas, além de associação criminosa e crime ambiental. O crime ocorreu no dia 6 de agosto de 2016, na Zona Norte da capital paulista. Os seis acusados haviam pichado o muro da casa das vítimas, que tinham ido tirar satisfações com o grupo. O julgamento de Marivone, que está presa, e de Anaílson, foragido, está marcado para começar nesta quinta em SP Reprodução/TV Globo Câmeras As imagens das câmeras da vizinhança registraram o momento da pichação e quando pai e filho saem da residência. Foram elas que ajudaram a polícia a identificar os criminosos (veja abaixo). O dentista Wellinton foi morto após levar uma pedrada. O idoso Manoel foi agredido e depois teve o braço direito amputado por causa dos ferimentos que sofreu. Quando aceitou a denúncia da Promotoria contra os acusados, a Justiça ainda decretou a prisão preventiva dos seis pichadores, mas só quatro deles estão presos. Polícia já tem a primeira pista dos criminosos que mataram dentista em Pirituba Outros pichadores Além de Marivone, os pichadores Adolfo Gabriel de Souza (vulgo THCD2), Adilson Nascimento dos Santos (Triton) e Lucas Rafael Siqueira Nunes (Abstracto-K) permanecem detidos até serem julgados. Como Anaílson, outro pichador, Aluizio Denis Pires da Silva (Hordm ou Ordem) ainda não foi preso e é considerado foragido da Justiça. O processo que apura as causas e eventuais responsabilidades pela morte do dentista e da tentativa de assassinato do pai da vítima foi desmembrado em outros três processos a pedido dos advogados dos réus. O G1 não conseguiu localizar as defesas dos acusados para comentar o assunto. Marivone e Anaílson estão num processo previsto para ser julgado e concluído nesta quarta, segundo informou a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça (TJ). Ao todo, dez testemunhas foram chamadas, sendo três pela acusação e o restante pelas defesas dos réus. Uma das testemunhas do Ministério Público é a vítima Manoel, pai de Wellinton. Um delegado e um investigador completam o rol das testemunhas da Promotoria. Os advogados de Marivone arrolaram quatro testemunhas e os de Anaílson convidaram três testemunhas. Como a mulher está presa, ela deverá comparecer ao julgamento. Já o homem, que ainda não foi localizado, poderá ser julgado à revelia. Os pichadores Adolfo e Adilson estão presos Reprodução/TV Globo O que dizem Os advogados dos outros quatro réus recorreram ao TJ para que seus clientes não sejam julgados pelo homicídio e tentativa de homicídio. Adolfo e Adilson está num processo e Lucas e Aluizio estão em outro. Marivone, que se identificou como diarista, é namorada de Adilson, que já cumpriu pena por assassinato e é um dos quatro procurados. A mulher alegou que o namorado e os demais pichadores a defenderam de Wellinton e Manuel, que estava com um facão. Ela não soube dizer quem jogou a pedra que acertou a cabeça do dentista e o matou. Adolfo, dono do carro que levou os pichadores até a casa das vítimas, também foi preso após se entregar no dia 10 de setembro à polícia. Ele negou, porém, que tenha matado Wellinton. Segundo parentes e amigos, Wellinton era calmo e avesso a discussões, mas quando saiu na calçada para proteger o pai, virou o alvo do grupo. Ele foi agredido com pauladas e pedradas e chegou a ser arrastado por uma escadaria. Acabou não resistindo aos ferimentos e morreu. O aposentado perdeu o braço, que havia sido quebrado, mas devido a uma infecção causada pelos ferimentos, os médicos o amputaram. Pichador Aluízio está foragido Reprodução/TV Globo
Fonte: G1
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